
A respiração é uma técnica para acelerar o relaxamento. Assim como o mindfulness (atenção plena), a terapia respiratória foi inspirada em ensinamentos de textos antigos, especialmente nas escrituras hindu e védicas, que exaltam a importância do controle da respiração por meio de práticas como pranayama, exercícios respiratórios de ioga.
Pesquisas científicas recentes mostram que a respiração rápida, superficial e sem foco pode contribuir para uma série de problemas, incluindo ansiedade, depressão e pressão alta.
Cerca de seis respirações por minuto é a frequência que proporciona mais relaxamento e é um ritmo encontrado nas ações repetitivas de práticas espirituais.
Enquanto a atenção plena costuma envolver observação passiva (“observar sua respiração”), as terapias respiratórias exigem que você mude ativamente a maneira como respira.
Isso inclui respirar com o diafragma (em vez de movimentar o peito) para encher os pulmões com mais ar e, ao mesmo tempo, diminuir conscientemente o ritmo da respiração em repouso.
Estudos recentes descobriram que a respiração lenta e profunda pode ajudar a aliviar sintomas de depressão e ansiedade, além de contribuir para atenuar a insônia.
E um estudo do pesquisador Hassan Jafari, da Universidade King’s College London, no Reino Unido, mostrou que a respiração profunda pode melhorar o controle da dor.
Obviamente, os praticantes de ioga vêm colhendo esses benefícios há milênios. As pesquisas científicas mais recentes simplesmente nos ajudam a compreender as razões pelas quais essas práticas são tão benéficas, fora de seu contexto religioso ou espiritual, e a encontrar novas maneiras de potencializá-las.
Fonte: BBC Worklife
